Introdução
Os nematoides fitoparasitas representam um dos grupos de patógenos mais relevantes para a agricultura mundial, sendo responsáveis por perdas expressivas em diversas culturas de importância econômica.
As perdas econômicas causadas por nematoides fitoparasitas
têm sido amplamente documentadas. Estimativas recentes indicam que esses
organismos provocam prejuízos globais superiores a 173 bilhões de dólares
anuais, afetando culturas como soja, milho, trigo, algodão, café e diversas
hortaliças (GHAREEB et al., 2022; NICOL et al., 2021). No Brasil, a expansão de
sistemas agrícolas intensivos e monocultivos tem favorecido o aumento da
incidência e da severidade de populações de nematoides em diferentes regiões
produtoras (OLIVEIRA et al., 2021).
Os aspectos biológicos e ecológicos dos nematoides
desempenham papel fundamental na compreensão de sua dinâmica populacional e no
desenvolvimento de estratégias de manejo. Esses organismos apresentam ciclos de
vida complexos, elevada capacidade reprodutiva e grande adaptabilidade às
condições ambientais do solo (MOENS; PERRY; STARR, 2022). Além disso, a
interação entre nematoides, plantas hospedeiras e microbiota do solo constitui
um sistema ecológico altamente dinâmico que influencia diretamente o sucesso do
parasitismo.
Nas últimas décadas, avanços em técnicas moleculares,
genômicas e ecológicas têm ampliado significativamente o conhecimento sobre a
biologia e a ecologia dos nematoides fitoparasitas. Estudos recentes destacam a
importância das interações entre fatores ambientais, diversidade microbiana do
solo e comportamento alimentar dos nematoides (TOPALOVIĆ; HEUER, 2023; WANG et
al., 2023).

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