Estrutura Básicas
A implantação do viveiro deve ser feita após uma análise cuidadosa da situação do local onde será instalado, tendo-se em conta diferentes aspectos que, ajustados entre si, formarão as condições de um bom desenvolvimento . (MACEDO, 1993)
- Estradas
Segundo Nascimento e Pereira (2016). O acesso ao viveiro, tanto com relação às lavouras quanto aos fornecedores de insumos, influencia substancialmente nos compromissos pré- estabelecidos. Dessa forma, é de vital importância que a qualidade das estradas seja garantida. Estradas com dificuldades de drenagem, em períodos chuvosos, provocam atoleiros que podem gerar atraso na entrega de mudas e chegada de insumos ao viveiro. Dificuldades de acesso causadas por obstáculos ao longo das estradas como galhos de árvores, pontes estreitas ou em mal estado de conservação, erosões marginais, também são pontos a serem considerados. Não é raro, por necessidade de desvio desses acidentes, a carga ou o lonado sofrerem danos pelo choque com os galhos ou outros obstáculos. Embora alguns detalhes correm o risco de passarem despercebidos no projeto da implantação de um viveiro, é essencial buscar estradas de fácil acesso e em boas condições para evitar perdas econômicas ou danos materiais
- Fonte de Agua :
A disponibilidade de fonte de água limpa e permanente deve ser suficiente para irrigação em qualquer época do ano.
- Proteção das mudas:
O local deve ser cercado para evitar a entrada de animais, além de implantação de quebra-ventos, que deverá servir para a proteção das mudas, das sementeiras, dos sombrites e demais instalações do viveiro. As plantas do quebra-vento também contribuirão para diminuição do ressecamento do solo e da transpiração das mudas, prestando-se também à regulagem da temperatura do viveiro. Oliveira, Ogata, Júnior, Andrade, Guimarães, Santo, Pereira, Ribeiro e Souza (2016)
- Drenagem
o solo deve oferecer boa drenagem, evitando-se solos pedregosos ou muito argilosos .Oliveira, Ogata, Júnior, Andrade, Guimarães, Santo, Pereira, Ribeiro e Souza (2016)
- Quebra-vento
Segundo Nascimento e Pereira (2016) . Mesmo escolhendo regiões onde não há predominância de ventos fortes, recomenda-se a implantação de quebra-ventos. A escolha do tipo de quebra-vento dependerá da região, do clima predominante, da disponibilidade de mudas, do custo anual de manutenção (poda), de aspectos culturais, entre outros. O eucalipto de origem clonal tem um desenvolvimento rápido e uniforme, beneficiando a função de quebra-vento, garantindo uma uniformidade na aplicação de defensivos, nas irrigações e nas fertirrigações. Existem outras modalidades de quebra-ventos além de plantas, como: telas plásticas, muros em alvenaria, obstáculos naturais, entre outros.
- Solo
Dar preferência a solos leves (arenosos ou areno-argilosos), profundos e bem drenados, livre de ervas daninhas (ex.: tiririca), nematóides, fungos e outros micro- organismos de difícil controle (MACEDO, 1993)
- Energia
Deve haver disponibilidade para o acionamento de bomba de irrigação, iluminação e demais equipamentos do viveiro. ( MACEDO 1993)
Segundo Nascimento e Pereira (2016) No estado de Goiás, onde a energia monofásica é oferecida em 220 V (volts), e o maior transformador instalado é de 37,5 KVA, essa energia só poderá suportar um projeto com um consumo máximo de até 42 Kw h -1. Para projetos maiores, com consumo superior a 42 Kw h -1 , o abastecimento de energia elétrica deverá ser por rede trifásica, dimensionando o transformador de acordo com o consumo máximo dos equipamentos instalados em seu pico de funcionamento. Os projetos que exigirem carga superior a 75 KVA pagarão mais pelo Kw h-1 consumido, em função da demanda que deverá ser reservada na companhia fornecedora de energia.
- Relevo
É recomendável procurar terreno o menos acidentado possível, com declividade de 0,2 a 2%. Áreas muito planas podem apresentar problemas de drenagem.( MACEDO 1993) .
- Orientação
Deve-se descartar áreas de face sul e dar preferência a áreas com face norte (mais quente, ensolarada e protegida do vento sul). ( MACEDO 1993) .
- Acesso
Deve ser local de fácil acesso, em função do movimento de pessoal e materiais. Lembrar que, em geral, a expedição de mudas para plantio se dá na época das chuvas, o que exige boas condições para movimentação de cargas e veículos
- Topografia
Segundo Nascimento e Pereira (2016)O terreno, para receber um projeto de implantação de um viveiro, deverá apresentar, preferencialmente, uma topografia ligeiramente plana, com boa capacidade de drenagem de águas pluviais. Em terrenos acidentados ou com declividade acentuada, haverá necessidade de sistematização da área com terraplanagem (sistema de patamares em nível), para acomodação das estruturas de produção.
Segundo Nascimento e Pereira (2016) A largura e o comprimento do terreno deverão ser levados em consideração na escolha da área, pois o comprimento das estufas influenciará diretamente no custo dos equipamentos (barras irrigadoras e bancadas para bandejas). Quanto maior o comprimento da estufa, até o seu limite técnico de 150 m, menor será o custo relativo de seus equipamentos, ou seja, o menor custo pelo aumento do metro quadrado. A geometria ainda influenciará na disposição das estufas, em latitudes superiores a 40°Sul ou 40°Norte, a posição ideal para construção será leste-oeste para módulos individuais ou, norte-sul para módulos múltiplos (geminados). Em latitudes menores que 40°Sul ou 40°Norte, a orientação deve ser norte-sul tanto para módulos individuais como para múltiplos. Um desvio de 10 graus a partir do eixo norte-sul para qualquer lado (leste ou oeste) ajuda na mudança de posição das sombras dos arcos e dos travamentos ao longo do dia.
- Localização Geográfica
O viveiro deverá, preferencialmente, estar localizado próximo ao mercado consumidor ou aos principais clientes. Isto proporcionará um menor custo do frete das mudas. Em relação a proximidade de cidades ou povoados, a menor distância implicará na disponibilidade de mão de obra e no menor custo de transporte de funcionários, além de favorecer o abastecimento de insumos e materiais para manutenção de estruturas e equipamentos. Em alguns casos, os clientes preferem adquirir mudas de viveiros localizados em outros estados, em função do clima e de alguns aspectos culturais que não fomentam a construção de viveiros naquela região. Outros pontos a serem considerados são a predominância e intensidade dos ventos, históricos de chuvas de granizo e geadas.
Contudo, sabe-se que dificilmente a área selecionada para a construção do viveiro reunirá simultaneamente todas essas condições ideais para o bom andamento dos trabalhos. Desse modo, em cada caso devemos adequá-las às diferentes realidades locais. Nesse caso, a disponibilidade de dois elementos é prioritária e imprescindível: água e luz solar. Para informações adicionais sobre projeto e instalação de viveiros florestais veja publicação de Borges et al. (2011)
Referencias Bibliográficas
- BORGES, J. D.et al.Viveiros florestais: projeto, instalação, manejo e comercialização. Brasília:Rede de Sementes do Cerrado, 2011. 27 p
- MACEDO, Antônio Carlos de. Produção de Mudas em Viveiros Florestais espécies nativas. 1993. Disponível em: https://www.fca.unesp.br/Home/Extensao/GrupoTimbo/Manualdeproducaodemudasemviveiros.pdf. Acesso em: 03 maio 2023.
- NASCIMENTO, Warley Marcos; PEREIRA, Ricardo Borges. Produção de Mudas de Hortaliças. 2016. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/212768/1/Producao-de-Mudas-de-Hortalicas.pdf. Acesso em: 03 maio 2023.
- OLIVEIRA, Maria Cristina de; OGATA, Roberto Shojirou; SILVA JÚNIOR, Manoel Cláudio da; ANDRADE, Geovane Alves de; GUIMARÃES, Tadeu Graciolli; SANTO, Déborah da Silva; PEREIRA, Djalma José de Sousa; RIBEIRO, José Felipe; SOUZA, Ravana Marques. Manual de Viveiro e Producao de Mudas Espécies Arboreas Nativas do Cerrado. 2016. Disponível em: https://sobrestauracao.org/documentos/manual_viveiro.pdf. Acesso em: 03 maio 2023
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